Dados móveis e hotspot em casa: hábitos, necessidades… e decisões

À medida que o mercado das telecomunicações em Portugal se adapta à chegada de novas operadoras e a ofertas cada vez mais flexíveis, procurámos perceber como os consumidores estão a gerir a sua conectividade dentro de casa. Estão sempre ligados? Só de vez em quando? Desligam-se? Como o Prisma não vive bem com dúvidas, decidiu lançar o seu sétimo questionário para perceber que importância é atribuída a ter dados móveis em casa e qual é o papel do hotspot neste contexto. Não desligue os seus dados agora porque tem de ler as conclusões a que chegámos.

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Perfil e contexto familiar

Este inquérito revela uma amostra diversificada quanto a dimensão do agregado familiar dos participantes: 43% dos participantes vivem em casas com três ou mais pessoas, 23% vivem com duas, e 27% vive numa casa apenas com uma pessoa. Por fim, 8% dos inquiridos reside sozinho. Estes dados permitem perceber que a necessidade de partilha de recursos digitais em casa apresenta-se como uma realidade relevante com impacto nas escolhas sobre gestão de dados móveis.

Quando e porquê se recorre ao hotspot em casa?

Um dos focos deste inquérito foi perceber até que ponto o hotspot em casa ocupa um papel central ou complementar no acesso à internet.

Na análise das respostas ficou claro que o hotspot em casa não é uma solução de SOS: 48% dos inquiridos usam-no ocasionalmente, 27% reservam-no para emergências e 15% admitem ligá-lo com regularidade. Apenas 11% referiram nunca usar.

As razões mais comuns para recorrer ao hotspot em casa foram várias: 36% dos participantes indicaram a cobertura de rede fixa insuficiente, 35% referiram a mobilidade e a flexibilidade que proporciona.

Por seu turno, um quarto dos utilizadores destacou motivações concretas, como “A internet de casa tem muita instabilidade”; “Apenas para colmatar falhas” ou “Como segurança, em caso de quebra da rede fixa”.

Fora de casa, a utilidade é também apontada, como numa viagem em que não há wi-fi disponível ou em férias, quando a zona tem fraca cobertura ou o alojamento não dispõe de internet.

Hotspot: o momento da avaliação

Numa escala de 1 a 5, surgem por ordem de importância a velocidade de download/upload (3,92), a cobertura (3,80), a estabilidade (3,65) e a relação qualidade/preço (3,63). As principais barreiras mantêm-se: limitações de cobertura, consumo rápido de dados, falhas de ligação ou a bateria dos dispositivos a esgotar depressa — temas expressos em frases como “A rede e a cobertura é bastante boa, o preço podia ser mais acessível” ou “Acaba a bateria do dispositivo a servir de hotspot muito rapidamente”.

Perante a pergunta “De futuro, que melhorias gostaria de ver num hotspot?”, maior cobertura e estabilidade de rede (34%) e planos de dados mais flexíveis (27%) surgiram no topo da lista.

Principais operadoras vs. Low Cost

Os dados deste sétimo inquérito refletem um mercado ainda dominado pelas três principais operadoras, tradicionalmente associadas a maior confiança e reconhecimento pela robustez dos serviços prestados. Paralelamente, começa a notar-se o impacto das operadoras de perfil low cost, que assentam a sua proposta em valores mais acessíveis. No entanto, o preço, apesar de ser um fator importante, não rouba espaço à importância atribuída à qualidade e à estabilidade de rede móvel.

Em conclusão… o hotspot em casa já não é só o “plano B”

Seja como resposta a imprevistos, ferramenta de trabalho e de entretenimento, atualmente, o hotspot parece ter vindo a adquirir uma importância crescente na rotina digital das casas portuguesas. Para estes inquiridos é, cada vez mais, a solução para imprevistos, ferramenta essencial no teletrabalho ou, até, a “salvação” numa viagem ou numa zona sem dados móveis.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pela Youzz para o projeto PRISMA, realizado pela Lift, em parceria com o IPAM, entre os dias 03 de julho e 07 de julho de 2025. O universo alvo é composto por utilizadores de serviços de telecomunicações residentes em Portugal, registados na comunidade Youzz.net. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir de questionário digital completo. Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 150 inquéritos, sendo consideradas 75 respostas válidas, ponderadas de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região.