Ainda nos estamos a adaptar-nos ao 5G e já se fala em 6G? Sim. Embora a comercialização só esteja prevista para 2030, a corrida tecnológica pelo desenvolvimento da sexta geração de redes móveis está a ganhar velocidade. Empresas de telecomunicações e de tecnologia estão a investir milhares de milhões para liderar esta revolução que promete transformar radicalmente a forma como ligamos ao mundo digital.
O que distingue o 6G do 5G?
O 6G não será apenas mais rápido, mas também diferente.
Enquanto o 5G oferece velocidades até 10 Gbps, o 6G promete ultrapassar os 100 Gbps. Mas a verdadeira mudança está nas capacidades destas velocidades, pois o 6G irá integrar Inteligência Artificial na própria infraestrutura da rede, não apenas nas aplicações. A tecnologia permitirá comunicação holográfica em tempo real, experiências de realidade aumentada e virtual imersivas, e a conetividade para a Internet das Coisas que transformará cidades, indústrias e a própria forma como vivemos.
A 6G promete ainda redes que combinam comunicação, computação, inteligência artificial e controlo industrial num único sistema. Ou seja, uma rede que não apenas transmite dados, mas aprende com eles e toma decisões em tempo real.
A padronização técnica avança
Em junho de 2025, a 3GPP (organização que define os padrões globais de telecomunicações) deu início formal aos estudos técnicos do 6G na Europa, e seguiu-se o trabalho de padronização. A primeira versão das especificações técnicas do 6G deverá estar completa até ao final de 2028 e permir os primeiros lançamentos comerciais em 2030.
Entre as tecnologias em estudo estão as frequências na banda de centímetros e subterahertz, que permitirão velocidades muito superiores, e a inteligência artificial e machine learning estarão integrados na rede, otimizando automaticamente o desempenho. Haverá também um foco renovado na sustentabilidade, com redes mais eficientes energeticamente.
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